O ano de 2026 chegou trazendo um cenário mais favorável para o setor imobiliário brasileiro. Depois de um 2025 marcado por resiliência mesmo com juros elevados, o mercado entra em novo ciclo com sinais claros de recuperação e crescimento. Segundo projeções da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), as vendas de imóveis podem crescer cerca de 10% em volume de unidades neste ano, superando o ritmo da economia como um todo.
O que está impulsionando esse otimismo?
- Queda gradual da Selic e crédito mais acessível As expectativas do mercado (reforçadas pelo Boletim Focus) apontam para uma redução da taxa básica de juros ao longo de 2026, possivelmente chegando a patamares próximos de 12,50% ou menos. Isso significa prestações mais leves, maior poder de compra e facilitação no acesso ao financiamento — especialmente para o público de médio padrão. Quem estava esperando o momento certo para sair do aluguel ou trocar de imóvel pode encontrar agora condições bem mais atrativas.
- Minha Casa, Minha Vida segue como motor do setor O programa continua sendo o grande protagonista, respondendo por cerca de metade das vendas de imóveis novos nos últimos anos. Com ajustes recentes, como o aumento do teto de valor dos imóveis e a criação da Faixa 4 (que atende unidades de R$ 350 mil a R$ 500 mil com condições especiais de juros e financiamento), a classe média ganha novo fôlego. O estoque de imóveis novos está em níveis historicamente baixos (cerca de 8 meses de vendas), o que pressiona a demanda e favorece valorização.
- Segmentos de médio e alto padrão com novos diferenciais No alto padrão, os compradores estão cada vez mais seletivos: valorizam arquitetura assinada, integração com a natureza (biofilia), lazer completo, parcerias com marcas internacionais e localização premium. Já no médio padrão, imóveis compactos e eficientes continuam em alta, especialmente em regiões bem conectadas. A tendência é clara: o cliente busca qualidade de vida, não apenas metragem.
- Demanda reprimida e estoque baixo = valorização Com o estoque de imóveis novos caindo (dados da CBIC mostram redução de 4,1% em 12 meses), muitos especialistas alertam que algumas regiões podem esgotar a oferta em poucos meses. Isso cria um ambiente de pressão altista nos preços, especialmente em imóveis prontos ou na planta em localizações estratégicas. Quem comprar em 2026 pode se beneficiar tanto da melhoria nas condições de crédito quanto da valorização futura.
- Digitalização e experiência do cliente O mercado está mais maduro: tours virtuais, assinatura digital, análise de crédito online e transparência total no processo já são padrão. As melhores agências e incorporadoras investem pesado nisso para tornar a jornada de compra mais rápida, segura e agradável.